
|
 |
|
Parque Icnológico de Penha Garcia |
 |
 |
São comuns as jazidas com fósseis e icnofósseis, reminiscências evolutivas importantes, com mais de 480 milhões de anos. O canhão fluvial do Ponsul, que atravessa a crista quartzítica encimada pelo castelo templário de Penha Garcia, é uma verdadeira sala de aula na natureza, com um leque completo de aspectos passíveis de serem analisados por todos, com fácil acessibilidade e durante todo o ano. As suas serras quartzíticas são um oásis para a biodiversidade, onde proliferam ecossistemas que se encontram em vias de extinção. |
 |
 |
|
 |
|
Portas de Almourão |
 |
 |
A região das Portas de Almourão, situada entre Sobral Fernando (Proença-a-Nova) e a Aldeia do Xisto Foz do Cobrão (Vila Velha de Ródão), corresponde à garganta do rio Ocreza. A paisagem continua selvagem, magnificada pelas escarpas quartzíticas, pelas imponentes dobras tectónicas e pelo profundo rasgão que é o vale do Ocreza. A diversificada paisagem geológica suporta ecossistemas muito bem preservados, sendo uma importante área de nidificação de aves de rapina e outras espécies muito importantes . |
 |
 |
|
 |
|
Desfiladeiro da Malhada Velha |
 |
 |
Escarpas quartzíticas impressionantes: camadas sucessivas de quartzito puro erguidas verticalmente a centenas de metros de altitude. Estas muralhas quartzíticas formam dois tipos de estruturas geológicas: falhas e dobras. De facto, as fragas encontram-se tão deformadas e fracturadas que se mostra difícil perceber a sua estratificação. São detalhes de uma história orogénica, isto é, da formação de uma montanha, com 140 milhões de anos. |
 |
 |
|
 |
|
Minas de Segura |
 |
 |
Segura é terra de granitos e de mineiros. Por decénios procurou-se no subsolo a subsistência que a terra nem sempre dava. A Rota das Minas tem como objectivo ajudar a tomar conhecimento do património natural da freguesia de Segura, com a interpretação das magníficas paisagens geológicas e a génese dos recursos minerais que, durante mais de um século, impregnaram as vivências e costumes da região. (Percurso pedestre PR4 – Rota das Minas) |
 |
 |
|
 |
|
Miradouro Geomorfológico das Corgas |
 |
 |
Do dorso aplanado de Corgas, onde apenas floresce a giesta (Cytisus striatus) e a urze (Erica lusitanica) batidas pelo vento, podemos abarcar com os olhos a forma tridimensional de um sinclinal com mais de 20 km de extensão, exumado da superfície de aplanação xistenta. |
 |
 |
|
|
 |
|
Falha do Ponsul |
 |
 |
A Falha do Ponsul é uma das mais importantes falhas activas de toda a região. Estende-se desde o Arneiro para além da fronteira espanhola nas Termas de Monfortinho, compondo um impressionante acidente orográfico com 120 km. A Falha do Ponsul é uma estrutura tectónica com mais de 300 milhões de anos, ainda hoje com actividade sísmica. |
 |
 |
|
 |
|
Árvores Fósseis |
 |
 |
Tratam-se de grande dois grandes fragmento de troncos petrificados. Estes troncos fósseis, em excelente estado de preservação, medem cerca de 1,80 metros de comprido e têm uma idade superior a 5 milhões de anos. Foram identificados pelos paleobotânicos como Annonoxylon teixeirae, uma espécie de anoneira encontrada pela primeira vez em Portugal. |
 |
 |
|
 |
|
Meandros do Rio Zêzere |
 |
 |
Um meandro é um traçado especial de um vale fluvial, formando curvas muito pronunciadas. Em termos gerais, um meandro forma-se quando há diferenças da velocidade de água. Os meandros do rio Zêzere transformam este num dos mais belos vales fluviais portugueses, constituindo verdadeiros exemplos de livro. Vale a pena realizar as estradas panorâmicas que se desenvolvem paralelas ao traçado do rio para alcançar algumas das mais imponentes paisagens do Geopark. |
 |
 |
|
 |
|
Canhões Fluviais do Rio Erges |
 |
 |
O Rio Erges é afluente do Tejo, constituindo a fronteira com Espanha desde Vale Feitoso até desaguar neste rio maior, perto do Rosmaninhal (concelho de Idanha-a-Nova). As paisagens que atravessa são avassaladoras, perdendo-se a noção de escalas: as proporções perdem-se no limite do alcance do nosso olhar. A riqueza botânica atinge o seu auge em Abril, onde muitas espécies autóctones fazem explodir de cor as vertentes suaves do vale do Erges. |
 |
 |
|
 |
|
Cascata das Fragas da Água D'Alta |
 |
 |
São 50 metros de desnível vencidos por uma sucessão de três véus de água turbulentos e crepitantes. Vale a pena descer o caminho assinalado em busca deste oásis onde ainda abunda o folhado (Viburnum tinus). |
 |
 |
|
 |
|
Monumento Natural das Portas de Ródão |
 |
 |
As “Portas de Ródão” constituem o ex-libris natural de Vila Velha de Ródão e Santana, onde o Tejo, o mais importante rio da Península Ibérica, corre entrincheirado, submisso, entre gigantes quartzíticos pré-históricos. Este geossítio está classificado como Monumento Natural, pelos seus valores geológicos (garganta epigénica de Ródão). |
 |
 |
|
 |
|
Morfologias Graníticas da Serra da Gardunha |
 |
 |
Serra da Gardunha: um colosso de granito que se ergue abrupto sobre o vasto plano de Castelo Branco, atingindo 1227 metros na sua maior altitude. Rodeada de um anel de pinhal até aos 800 m de altitude, os seus cumes despidos lembram castelos arruinados. São frequentes estas acumulações de blocos graníticos “in situ” respeitando o sistema de fracturas que lhes dão origem, conhecidos individualmente como Tor. |
 |
 |
|
|
 |
|
Complexo Mineiro de Monforte da Beira |
 |
 |
Vestígios arcaicos de uma intensiva exploração mineira nas serranias de Monforte, próprias de uma época em que se começava a compreender a utilização tecnológica dos recursos minerais, não se ficam por interessantes espaços mineiros subterrâneos. Não longe do Castelo, o Territorium metallorum estendia-se pelo cume da crista quartzítica dos Galeguinhos, onde surgem enormes e misteriosas covas quase totalmente entulhadas com restos de minério de ferro e de escórias. |
 |
 |
|
 |
|
Mina de Ouro Romana do Conhal do Arneiro |
 |
 |
Num vale da margem esquerda do Tejo, a jusante das Portas de Ródão encontra-se o Conhal do Arneiro, uma extensa escombreira formada por gigantescos amontoados de seixos, testemunhando a extracção de ouro que terá decorrido nas épocas romana e medieval. O Conhal do Arneiro, uma arrugiae de ouro que terá resultado do desmonte gravítico dos depósitos sedimentares detríticos por acção hidráulica. A água utilizada na lavagem dos sedimentos seria transportada desde a Serra de S. Miguel e da Ribeira de Nisa até este local. Sugere-se a realização do percurso pedestre PR4 – Trilhos do Conhal, para compreender o contexto paisagístico e a magnitude do esforço humano na transformação do espaço natural, há quase dois mil anos. |
 |
 |
|
 |
 |